Sobre o Poeta

Antonio Archangelo

Poeta Nonsense • Desde 1998

Biografia

Antonio Archangelo é uma **figura destacada no cenário literário brasileiro contemporâneo**, conhecido por sua exploração profunda e provocativa da poesia nonsense. Desde **1998**, quando iniciou sua jornada literária com o poema "Monólogo", Archangelo tem desafiado convenções linguísticas e estéticas, estabelecendo-se como um dos principais expoentes da **poesia semanticofonomórfica antropofágica** no Brasil.

Sua trajetória poética abrange **27 anos de produção ininterrupta**, resultando em **265 poemas** distribuídos ao longo de **6 livros publicados**. A obra de Archangelo caracteriza-se pela **experimentação linguística radical**, pelo **diálogo intenso com a filosofia contemporânea** e pela **incorporação crítica de elementos da cultura afro-indígena brasileira**, estabelecendo um projeto poético único que une vanguarda estética e consciência decolonial.

Influenciado por pensadores como **Michel Foucault**, **Gilles Deleuze**, **Félix Guattari**, **Jacques Lacan** e **Zygmunt Bauman**, Archangelo desenvolve uma poesia que questiona as estruturas de poder da linguagem, explora os limites do sentido e investiga as possibilidades de resistência através da palavra. Sua obra dialoga também com as **Epistemologias do Sul** e o **pensamento decolonial**, propondo uma poesia que desafia a hegemonia cultural eurocêntrica.

"A poesia nonsense não é ausência de sentido, mas multiplicidade de sentidos. É a recusa da univocidade, a celebração da polissemia, a insurreição contra o logocentrismo que aprisiona a palavra em significados fixos e autoritários."

— Antonio Archangelo

Ao longo de sua carreira, Archangelo consolidou-se como um **poeta-pesquisador**, unindo prática criativa e reflexão teórica. Sua produção pode ser dividida em **quatro fases poéticas distintas**: Fundação Experimental (2008-2010), Consolidação Filosófica (2012-2018), Maturidade Poética (2019-2021) e Produção Contemporânea (2022-presente), cada uma marcada por diferentes ênfases temáticas e estratégias formais.

A Quadrilogia dos Sentidos da Vida

O projeto central da obra de Antonio Archangelo é a **Quadrilogia dos Sentidos da Vida**, uma investigação sistemática e multifacetada sobre as diferentes dimensões da busca humana por significado. Cada volume explora uma via específica de acesso ao sentido existencial, construindo um panorama filosófico-poético abrangente.

1. Ápeiron

O Sentido da Vida pela Palavra

Mergulha na importância das palavras e da linguagem em nossa busca por significado. Desafia convenções linguísticas e investiga como as palavras moldam nossa compreensão da realidade e da existência.

2. Homeomerias

O Sentido da Vida pela Religião

Explora a espiritualidade e a religião como vias de acesso ao sentido. Reflexão crítica sobre como a fé e a crença desempenham papel crucial na busca humana por transcendência e significado existencial.

3. Nheengatu

O Sentido da Vida pela Cultura

Mergulha nas complexidades culturais que moldam identidade e compreensão do mundo. Destaca como diferentes culturas contribuem para perspectivas únicas sobre o sentido da vida, com ênfase na cultura afro-indígena brasileira.

4. Ataraxia

O Sentido da Vida pela Aceitação da Realidade

Encerra a quadrilogia explorando a aceitação da realidade como fundamento existencial. Investiga como a paz interior e a aceitação podem ser chaves para encontrar sentido em nossas vidas, dialogando com a filosofia estoica.

Reconhecimento e Marcos da Carreira

1998

Início da jornada poética com o poema **"Monólogo"**, marco fundacional do movimento nonsense na obra de Archangelo.

2008-2021

Publicação da **Quadrilogia dos Sentidos da Vida** (Ápeiron, Homeomerias, Nheengatu, Ataraxia), consolidando sua posição como expoente da poesia experimental brasileira.

2020

Ano mais produtivo da carreira, com **56 poemas** publicados, marcando o ápice da fase de Maturidade Poética.

2024

Lançamento de **"Manual da Guerrilha Alienada"**, obra que consolida a fase de Produção Contemporânea com ênfase em crítica social.

Presença Digital

Obras disponíveis em formato digital através do blog **Poesias Nonsense** e da plataforma **Clube de Autores**, democratizando o acesso à poesia experimental brasileira.

Manifesto da Poesia Semanticofonomórfica Antropofágica

Princípios Fundadores

1. A Palavra como Insurgência

A poesia nonsense é um ato de **resistência contra a tirania do significado único**. Recusamos a domesticação da linguagem pelos poderes hegemônicos. Cada poema é uma insurreição semântica, uma celebração da polissemia, uma afirmação da liberdade radical da palavra.

2. Antropofagia Cultural Decolonial

Devoramos criticamente as tradições poéticas europeias — o surrealismo, o dadaísmo, o concretismo — mas as **metabolizamos através da cultura afro-indígena brasileira**. Nossa poesia é mestiça, híbrida, impura. Rejeitamos a pureza estética como ideologia colonizadora. Somos antropófagos culturais, criando uma poesia genuinamente brasileira.

3. Experimentação Permanente

A forma fixa é prisão. A métrica tradicional é camisa de força. Experimentamos incessantemente com **neologismos, sonoridades, disposições gráficas, fragmentações sintáticas**. A poesia semanticofonomórfica explora a materialidade sonora e visual da palavra, recusando a subordinação do significante ao significado.

4. Filosofia como Matéria Poética

Nossa poesia **dialoga com o pós-estruturalismo, a desconstrução, a esquizoanálise**. Foucault, Deleuze, Guattari, Lacan não são apenas referências teóricas, mas interlocutores vivos. A poesia pensa. A filosofia poetiza. Recusamos a separação entre pensamento conceitual e criação estética.

5. Compromisso com as Epistemologias do Sul

Rejeitamos a **universalidade abstrata da razão eurocêntrica**. Afirmamos a pluralidade de saberes, a legitimidade das cosmologias não-ocidentais, a riqueza das epistemologias marginalizadas. Nossa poesia é um ato político de descolonização estética e epistemológica.

6. O Nonsense como Método

O nonsense não é caos. É **método rigoroso de desestabilização do sentido**. Através do absurdo, do paradoxo, da contradição performativa, revelamos as arbitrariedades das estruturas linguísticas e sociais. O nonsense é crítica radical da razão instrumental.

"Que nossa poesia seja sempre **insurgente, antropofágica, experimental**. Que desafie, provoque, desestabilize. Que recuse a domesticação pelo mercado e pela academia. Que permaneça **livre, selvagem, indomável**."

— Manifesto da Poesia Semanticofonomórfica Antropofágica

Contato

Para entrevistas, discussões acadêmicas ou informações sobre a obra:

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